DICAS

Dourados nos pesqueiros

03/09/2012

Quando iríamos imaginar que o dourado, amante das correntezas, poderia se adaptar tão bem em águas paradas?

Apesar de não se reproduzir em cativeiro, o “rei do rio” cresce muito nesse ambiente e hoje já temos notícia de grandes exemplares capturados em águas paradas de pesqueiros espalhados por todo o Brasil.

Como em seu habitat natural o dourado costuma caçar na meia-água e na superfície, utilizei uma bóia torpedo, sempre atento ao tamanho (profundidade) do líder e da isca. No caso dos ambientes modificados, a espécie não tem preferência de local e está sempre ativa, nadando por todos os cantos atrás de suas presas.

Uma isca interessante muita usada em pesqueiros é a salsicha, que pode flutuar ou não. Em geral, as de frango são flutuantes. Faça testes, pois certos pesqueiros não permitem o uso de isopor para que elas flutuem. Iscar a salsicha é muito simples, mas o maior problema está no arremesso, pois ela pode soltar.

Podemos resolver facilmente com macarrão espaguete, que trava o anzol dentro da salsicha. Ao entrar em contato com a água amolece, se torna alimento e não agride as espécies. Por se tratar de um peixe de forte dentição, o encastoado se faz necessário para evitar a quebra da linha. (Juninho)

Com iscas vivas

Embora a salsicha seja uma excelente isca para os dourados, tem dias que eles estão mais enjoados e querem "algo diferente" para se alimentar. O negócio então é procurar as espécies forrageiras que dividem a mesma represa com os "reis do rio", casos das tilápias, dos lambaris e, em determinadas ocasiões, até mesmo traíras pequenas podem servir. As tuviras também funcionam, mas pode ser que custem caro e sejam, pasmém, rejeitadas pelos dourados acostumados a se alimentar com ração e essas espécies menores.

Use anzol de robalo, modelo wid gap, de preferência com cabo de aço para evitar a ruptura da linha (monofilamento de 0,35 mm é o suficiente) e bóia toperdo regulada para manter a isca viva na meia-água.

Lembre-se sempre: o lambari ou tilápia deve ser iscado de forma que se mantenha vivo, nadando, como se estivesse fugindo desesperado. Isso o tornará irresistível para os dourados e até mesmo para outros predadores que estão na represa. Não se assuste se uma pirarara, por exemplo, aparecer de surpresa. No entanto, é muito mais comum as matrinxãs serem as "intrusas" nesse tipo de pescaria.

Se o arremesso for no ponto certo, não tenha dúvida de que em pouco tempo a boiá irá afundar. Aí basta ter calma, caprichar na fisgada e esperar o dourado pular. Dizem os mais experientes que se no terceiro pulo ele não se soltar, está muito bem fisgado. (Lielson Tiozzo)

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